quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

NY em passos

Todos sabem que Nova York é um lugar pra se conhecer a pé. O melhor programa é flanar pela cidade, descobrindo as surpresas que nos esperam depois de cada esquina. Na minha última estada, resolvi utilizar as minhas caminhadas de modo mais organizado, com objetivos específicos, possibilitando uma descoberta mais abrangente.

Passo I - Central Park

Chegando à cidade (midtown), resolvi ir até o meu lugar de hospedagem (upper west side) a pé, por dentro do Central Park, para ir apreciando o visual.







Só que era um total de cinquenta quadras! Agora eu posso dizer que conheço beeeeeem o Central Park!!!

Nos demais dias, somaram-se novas incursões ao parque - a pé ou de bicicleta - e o encantamento só fez crescer com um lugar que reúne paisagens e abrigos mágicos e acolhedores.



Passo II - Bronx

O primeiro walking tour que fiz era da programação do albergue. Todos os dias tem escrito no quadro da recepção os passeios que estão programados, para adesões, inclusive de quem não for hóspede.

✔ Passamos pela High Bridge, a mais alta ponte da cidade.  É só para pedestres e foi reaberta há dois anos. Faz parte do aqueduto - sistema de abastecimento da cidade.


✔ Passamos pelos principais pontos do bairro e nosso guia ia  falando dos filmes que haviam sido rodados lá.  Reconheci vários, inclusive o Tribunal de Law and Order, hohoho.


 
✔ Visitamos o Poe  Park, construído na casa onde o Edgar Allan Poe  morou pra tratar a tuberculose da sua mulher.  Era campo na época.


✔ A propósito, sentado nessa praça, inspirado pelas histórias do Poe, Bob Kane criou o personagem do Batman.

✔ Visitamos um outro parque com uma mansão história onde dormiu George Washington.


Depois do passeio, desci do metro na estação da Universidade Colúmbia. É um espetáculo!!


Este prédio da biblioteca não tem mais livros.  Agora é utilizado para fins administrativos.  A biblioteca atual é neste outro prédio.


 As visitações da biblioteca são somente nos finais de semana.

Passo III - Soho  e Roosevelt Island

Depois de passar a manhã batendo perna no SoHo, resolvi fazer um passeio indicado por uma amiga e de que eu nunca tinha ouvido falar.  É um teleférico de Manhattan para a Roosevelt Island,  que é uma ilha no meio do Hudson River.





A ilha tem toda estrutura, inclusive um campus universitário, e parece ter vida independente da ilha de Manhattan. Passear pelo waterfront nos dá uma perspectiva diferente do skyline da cidade.



 E na volta, ao invés de pegar o bondinho, fiz o trajeto de barco. Por U$ 2,00 é possível atravessar o Hudson por três vezes, para alcançar as paradas disponíveis. O final da tarde estava lindo e as paisagens valeram a pena!






Passo III - Downtown e Historic District

Fiz uma reserva num walking tour da Sanderman's, a mesma organização com a qual já tinha feito walking tours em Amsterdam e Edimburgo. O nome do tour era Free Tour of New York. Achei muito genérico.

Pois bem, os tours da Sandermans são sempre com gente muito preparada em termos de história. Zed, o nosso guia de então, não fugiu à regra e deu um show sobre a história da cidade e nos levou ao distrito histórico (downtown).





Não parecem paisagens de alguma cidade européia?  Pois bem, dentre os colonizadores, os holandeses tiveram muita influência.  Razão pela qual o antigo nome da cidade era Nova Amsterdam (!!)

Ele falou também das constantes evoluções vibrantes na cidade... Um exemplo disso é a estátua  do touro na Wall Street, que representa a força, braveza e poder (os chifres)...


... que um tempo depois ganhou o contraponto da menina valente, desafiando sem temores, em frente a ele.



 O nosso passeio passou também pelo forte e pelo Battery Park. O ponto culminante foi o fim do passeio, quando Zed nos contou sobre o ataque às torres gêmeas  e nos apresentou o memorial das vítimas e o novo complexo do World Trade Center.





Passo IV - Ainda no sul da ilha

Aproveitando que estava no sul da ilha, fui ainda ao Meatpacking District comer uma pizza de Alcachofra que me tinha sido indicada, no Artichoke Basille's Pizza.




 Depois fui conhecer o Chelsea Market.  É muito legal!  Comidas muito apetitosas,  artesanato, roupas diferentes... Um lugar descolado!



Do Chelsea Market, subi no Highline (parque feito na antiga linha de trem) e caminhei um pouco lá por cima.



 Como já estava no final da tarde, resolvi ir até o Battery Park curtir o por do sol!



Se ampliar bem a foto, dá pra ver a Estátua da Liberdade lá no fundo.

Passo V - Brooklyn

O dia foi do Walking Tour do Brooklyn. Partimos de frente à Prefeitura, e começamos o passeio pela Brooklyn Bridge...




 É a minha ponte preferida em NY, então eu exagero um pouco nas fotos!  A Brooklyn Bridge fica perto da Manhattan Bridge.




 Conhecemos algumas ruas típicas do bairro...





Vimos Manhattan da Promenade do Brooklyn...




E terminamos o passeio no DUMBO - Down Under Manhattan Bridge Overpass. 
Reparem que legal!  Neste ângulo, bem embaixo da Manhattan Bridge se encaixa o Empire State Building!!!



O passeio termina com essa foto da Brooklyn Bridge,vista do DUMBO.




 De lá segui para o Dekalb Market, no Brooklyn,  também por indicação: mercado gastronômico com ótimas opções de refeições. Almocei uma comida deliciosa e... fiz umas comprinhas! Kkk
Nessa Albee Square tem filiais da Macy's, Century 21 e Forever 21.

Nova York ainda tem muito mais a oferecer e eu estou certa de que ela está disposta a dar pra quem ANDAR atrás. Depois de cada passo adentro, a impressão que fica é a de ter se aproximado da alma da cidade...


domingo, 24 de setembro de 2017

Lições do Caminho

Há cinco anos, eu fui ao meu primeiro jogo de tênis profissional e eram partidas de um torneio de Grande Slam, em Paris. Eu falei desta emoção à época aqui.

Roland Garros, foi, na verdade, meu debut, pois esta primeira experiência fez surgir em mim o desejo de ir aos outros três torneios principais da ATP e, assim, completar o meu próprio ciclo de Grand Slam. No ano seguinte, veio a oportunidade de ir a Wimbledom, da qual também já falei neste blog.   Em 2014, foi a vez do Australia Open, que me proporcionou também a incrível oportunidade de conhecer o outro lado do mundo. Falei desta aventura à época,

Durante todos esses torneios, quando eu tinha que comprar meus tickets com antecedência, eu nunca tinha a sorte de ver meu grande ídolo, Roger Federer, jogar, pois seus jogos caíam no dia anterior ou posterior aos dias que eu havia comprado. Foi por isso que, em 2015, fiz uma pausa no meu ciclo de grandes torneios e fui à California, ver o  Masters 1000 de Indian Wells, onde pude ver o Federer jogar duas vezes!

No ano seguinte, os jogos olímpicos adiaram um pouco mais meu projeto, mas me deu a extraordinária oportunidade de, como voluntária, estar dentro da quadra com os melhores jogadores de tênis e vivenciar o esporte em toda a sua intensidade. 2017 me trouxe a oportunidade do US Open e da conclusão do meu projeto de assistir ao meu último torneio de Grande Slam.

Nessa jornada, teve uma constante.  Meus encontros com Rafael Nadal.  Foi dele o primeiro jogo que vi, lá em Roland Garros, e foi ele quem estava jogando no último jogo que vi no US Open, o meu último Grand Slam. Durante esses anos, eu costumava torcer contra ele, já que, na maioria das vezes, ele estava contra o Federer.  Nessas horas fala mais alto a lealdade de fã.

No entanto, no jogo das semifinais do US Open, quando anunciaram a entrada dos jogadores na quadra, lágrimas me vieram aos olhos e eu entendi que alguma coisa tinha mudado. O meu sentimento era de receber um companheiro de uma longa jornada.


A intensidade com que vivi todas estas experiências fez aproximar o meu coração do Nadal. Se "a grandeza do seu oponente é o resultado da sua conquista",  imagino que a oposição do Nadal ao Federer fez com que o jogo deste crescesse, e vice versa.

Completei meu Grand Slam num momento em que ambos, acima dos trinta anos, já são da "velha guarda" do esporte. E, no instante em que eu poderia me perguntar o que haveria depois, esta dupla genial nos presenteou com o impensável: jogaram juntos, no mesmo lado da quadra! Neste final de semana, defenderam o time da Europa na Laver Cup. Eram o no. 1 e o no. 2 do Ranking trabalhando em equipe.









Meu sentimento foi de êxtase. A vitória da dupla me fez ficar feliz por ambos. Especialmente pela forma carinhosa como os dois se tratavam em quadra e diante do público. Estas cenas mostraram aos fãs de cada um que não deve haver rivalidade. Devemos apenas aproveitar a oportunidade de sermos contemporâneos de dois dos maiores gênios deste esporte!

Roger, te amo como sempre!
Rafa, meu coração também é teu!


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Convescote

Convescote é um "piquenique; refeição ou passeio que se realiza em local aberto, onde cada pessoa se responsabiliza por um tipo de comida, dividindo sua refeição com o restante dos participantes".

A ideia de piquenique traz consigo a escolha de um lugar aprazível para viver momentos agradáveis de convivência e contemplação. Numa viagem, seja em área urbana ou rural, sempre tem um local aprazível para um piquenique. 

Ring of Kerry, Irlanda, 2007


Em algumas viagens, entretanto, tem lugares de extrema beleza, que tiram o fôlego do viajante e "exige" um ato de contemplação mais solene. Rs




Para  estes momentos, vale a pena levar no cantinho da mala uma bolsa térmica, um saca-rolha e mais alguns utensílios para um convescote. A Irlanda, o país verde, é um desses lugares, Quanto maior a beleza, do lugar, mais intenso o momento e prazeroso o convescote !





Cliffs of Moher, Irlanda, 2015


segunda-feira, 27 de março de 2017

Não, a gente não sabe...

 Não, a gente não sabe...
✔ que ama o Acre.
✔ que o nome da capital Rio Branco se deve ao papel decisivo do Barão do Rio Branco na conquista do território acreano.
✔ que Rio Branco é banhada pelo Rio Acre, que ainda é pequeno, porque ainda vai se juntar com o Rio Purus, pra depois de juntar ao Solimões, pra depois, ao encontrar o Rio Negro, se tornar o Rio Amazonas.
✔ que Rio Branco tem uma zona de livre comércio e fica a pouco mais de 200 km da
 fronteira boliviana (Cobija), onde há um pólo de compras de produtos estrangeiros.
✔ que o povo acreano tem um espírito forte e orgulhoso e canta o belo Hino do Estado em qualquer evento público.
✔ que a bandeira do Estado do Acre tem as cores verde e amarela e uma "estrela altaneira" vermelha.
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✔ que Rio Branco é ponto de acesso rodoviário  a Cuzco e Machu Pichu, no Peru.
✔ que o território do Acre também tem geoglifos visíveis de vistas aéreas, a exemplo dos famosos do território peruano.
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✔ que em Rio Branco tem passeios de balão sobre a Selva Amazônica e arredores da cidade.

✔ que o Estado do Acre é uma grande planície, com 80% do seu território de floresta preservada e que as políticas públicas buscam o desenvolvimento em equilíbrio com a preservação ambiental.

✔ que o Estado do Acre mantém programa de convênio com o Estado da Califórnia para venda de créditos de carbono para financiamento do desenvolvimento local.
✔ que o Estado do Acre tem iniciativas setoriais do Poder Público que são modelo para as outras unidades da Federação.
✔ que a carne produzida no Acre é de excelente  qualidade e que lá se come deliciosos churrascos.
✔ que é forte a influência árabe na história da cidade e que em Rio Branco a culinária árabe é abundante e saborosa.
✔ que tudo o que eu mencionei não tem relação com o estereótipo que se costuma ter de "terra de índios", mas que o Acre tem mesmo várias aldeias indígenas preservadas e acessíveis a visitas turísticas.
✔ que o povo acreano é gentil  e hospitaleiro e muita gente veio de outros Estados para lá se radicar.
✔ que depois de passar um tempo no Acre se sente um aperto no peito ao deixá-lo.
✔ que o Acre faz parte da casa da gente, só a gente não costuma frequentá-lo.
✔ que a gente ama o Acre assim, mesmo sem saber.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O Outro Lado do Mundo II - Reino das Águas Claras

Ao redor desse planeta,  a par das mais variadas paisagens aéreas e terrestres,  há todo um universo de belezas ímpares que descansam no silêncio das profundezas aquáticas.
A nós,  seres humanos,  que não somos dotados de guelras ou outro mecanismo que nos permita sobreviver submergidos, nos resta breves visitas,  paramentados com algo que nos garanta o retorno seguro.
Eu já havia me deslumbrado com a vida e cores marinhas,  há muitos anos atrás, quando estive em Fernando de Noronha.  Então,  quando surgiu a  oportunidade de ir à Austrália,  animou-me a possibilidade de conhecer a "Great Barrier Reef".
A Grande Barreira de Corais é o maior ser vivo do planeta e suas dimensões permitem que ela seja vista até do espaço. Ela fica situada na costa leste da Austrália e é acessível através de passeios de barco, na sua maioria,  partidos de Cairns.


Os barcos são amplos, confortáveis e seguros. Como o passeio dura o dia inteiro, incluem no preço do ingresso uma  boa refeição de almoço, além do equipamento de snorkel para mergulho. Roupas de proteção são alugadas à parte  e o seu uso é recomendável.


Quando chega o momento dos mergulhos ( são dois mergulhos em pontos distintos),  nós não estamos preparados pra o que veremos a seguir.

Somos recebidos por inúmeros peixes, dos mais variados tamanhos e cores.  Mas somente depois do deslumbramento inicial,  conseguimos enxergar o tesouro ainda mais valioso,  que descansa mais abaixo,  no solo do relevo oceânico.


Os corais australianos variam de forma,  cor e tamanho.  Parecem uma pequena floresta colorida e em constante movimento.  O movimento das águas faz com que as pequenas árvores e arbustos se movam como em uma dança exaustivamente ensaiada.  Depois de um tempo observando com o silêncio mudo a nos tampar os ouvidos,  fui capaz de ouvir uma trilha sonora buscada nos arquivos da minha imaginação.  A música que ouvia era da trilha sonora de Blue, um  filme querido sobre mergulho que vi há muitos anos atrás.




 Este post não vai ter fotos da Grande Barreira de Corais, Não as tirei. Se tivesse tirado, não refletiria a grandiosidade do que há lá para ser visto. As imagens, eu as trago na lembrança e na saudade daqueles raros momentos em que vivi e fui maravilhosamente bem recebida no Reino das Águas Claras.