segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fiordes Noruegueses

Os fiordes são grandes entradas de mar em volta de altas montanhas. São o contrário das penínsulas, que são faixas de terra que entram no mar.

Há fiordes por todo o globo,  mas os mais famosos situam-se principalmente na costa oeste da península escandinava, especialmente na Noruega. Os fiordes noruegueses tiveram origem na erosão das montanhas por causa do gelo, abundante na região devido ao clima muito frio.

Minha aventura de conhecer os fiordes noruegueses começou em Oslo, de onde parte um passeio*, indicado pela minha amiga Inox.




Nesse passeio-viagem, o trajeto de Oslo até Bergen (segunda maior cidade da Noruega, situada no sudoeste do país) é feito de trem-barco-trem e ônibus, passando pelos conhecidos fiordes.

O primeiro trecho da viagem, feito de trem, propicia uma interessante observação das paisagens, na qual se percebe o paulatino endurecimento do clima, até vencermos a primeira cadeia de montanhas.

No início, tudo era lindo e colorido pelas cores do outono...




Aos poucos, começamos a notar os picos das montanhas gelados e as áreas nevadas íam crescendo rapidamente...




De repente, começamos a perceber grandes áreas de rio congelado e percebemos flocos de neve caindo...




No final, a paisagem nos fez lembrar da Sibéria e passamos por uma troca de trens em plena tempestade de neve!





Com sorte, superamos a alta cadeia de montanhas e descemos até áreas mais baixas...

 
 ...onde tomaríamos os barcos, para deslizar pelos fiordes.



A travessia pelos fiordes, especialmente se comparada com o trecho ferroviário, é mansa e tranquila.


 Em cada curva dos fiordes entrevê-se mais uma cadeia de montanhas...


...com impressionantes paredões de pedra e charmosas cachoeiras.






No final da viagem, chega-se a Bergen, uma encantadora cidade à beira-mar, situada sobre sete colinas. 


Em Bergen, além dos trolls...


do Bryggen, bairro medieval, que é patrimônio da humanidade pela Unesco...


...tem um monte de museus. 

O citycard, que geralmente dá direito ao uso de transportes públicos, em Bergen inclui acesso a vários museus. Um diferencial bem interessante!

A travessia pela Noruega, através dos fiordes, é uma experiência única em qualquer época do ano. No verão, entretanto, o passeio inclui um encontros com barcos vikings ou espetáculos de música. 


*Passeios de Oslo para Bergen podem ser adquiridos no site da empresa NSB: http://www.nsb.no/



















terça-feira, 17 de abril de 2012

Desafiando gigantes


Nesta semana, o Etna (vulcão ativo da Sicília, Itália) deu espetáculo novamente. Cuspiu lava à distância, encantando turistas e atemorizando residentes. Tento imaginar como deve ser residir à sombra de tal deslumbrante ameaça.

Quando estive em Napoli pela última vez, com o intuito de passar uns dias na Costa Amalfitana, hospedei-me em Torre del Greco, uma das pequenas cidades que se dependuram nas encostas daquela região. Ainda no primeiro dia, tentando acertar a saída para a Costa Amalfitana (de Salerno a Positano), deparamo-nos, por acidente, com a entrada do caminho para visita e escalada do Vesúvio (vulcão adormecido do sul da Itália).

Que maravilha são as surpresas de viagem! Eu já tinha estado lá antes, visitado Pompeia (cidade que, juntamente com Herculano, foi soterrada pela erupção do Vesuvio em 79 d.c.), mas nem sonhava que se podia escalar o Vesúvio!

Prontamente, deixamos a Costa Amalfitana para o dia seguinte e decidimos nos aventurar rumo ao topo do vulcão.


 




A subida, apesar de longa, não é íngreme. Isso faz com que o caminho seja acessível a pessoas de todas as idades. Além de estarmos com crianças, cruzamos com muitos idosos vencendo a subida sem dificuldades.
 
 



Ao longo da subida, as surpresas  vão se sucedendo. A deslumbrante vista da baía de Napoli.....






O surgimento da gigantesca cratera...







O encontro com pontos de onde ainda escapa fumaça de enxofre.









Alcançar o topo traz uma sensação emocionante de triunfo...







...e pemite que sintamos toda a extraordinária energia da terra preta vulcânica sob nossos pés.















Definitivamente, esses aventureiros tornaram-se parte da elite que já conquistou um vulcão! :-)

sábado, 24 de março de 2012

Vermelho Original

Resolvi fazer uma descarada cópia do post do Leo, porque amei as curiosiddes trazidas por ele.

"Vittore Carpaccio

Um clássico da culinária italiana que sofreu algumas mutações ao longo dos anos, algumas para melhor outras para pior, porem vamos voltar à sua origem lá em Veneza onde surgiu a preciosa iguaria, hoje popularmente cultuada em todo o planeta.

Vittore Carpaccio (1455/65 – 1525/26) pintor Veneziano que durante o século XV participou ativamente da Escola Veneziana que como característica utilizava uma iluminação quente e dourada alem de um colorido intenso nas suas obras. Carpaccio não fugia desta característica retratando com precisão e sensibilidade a vida veneziana do seu tempo. Seu acervo de quadros sob tema “ A Lenda de Santa Úrsula (1490-95) ”, narra a intimidade de uma jovem mulher da aristocracia veneziana de seu tempo. Como se pode notar, a intensidade da cor vermelha presente nestes quadros pode ser também uma pista para o famoso prato.

A história do prato tem inicio com a redescoberta pelos venezianos da obra de Carpaccio. Lá pelos idos 1963 uma exposição da obra do pintor causou impacto na sociedade veneziana virando assunto em todas as rodas sociais. Neste ínterim a condessa Amália Nani de Mocenigo adoeceu e seu médico receitou uma dieta rica em proteínas para combater a enfermidade e aconselhou-a a comer carne crua. Apavorada a condessa procurou seu amigo, dono do Harrys´s Bar, Giuseppe Cipriani, que prontamente desenvolveu um prato que apetecesse a condessa: Cortou pedaços de carne crua em finíssimas laminas, tendo como referencia as fatias de presunto cru, dispôs estas laminas em um prato branco em forma de leque e para temperar utilizou como base uma maionese caseira puríssima, à qual misturou gotas de molho Worcester (inglês), uma pitada de poupa de tomate, creme de leite fresco, gotas de tabasco e cognhac. Como o prato era montado na frente da condessa, a curiosidade dos freqüentadores do Harry´s tornou o prato um enorme sucesso. As laminas extrafinas distribuídas em forma de leque tom sobre tom realçando os tons de vermelho só podiam ser comparados a obra de Carpaccio.

As mutações sofridas ao longo do tempo têm influencia na carne all`albese que leva em seu tempero, alem da base de carne crua, óleo de oliva, parmesão, suco de limão, pimenta do reino, entre outras variações.

Portanto chamar Carpaccio de palmito, de surubim, de abobora, de salmão, entre outras criativas variações seria uma falta de respeito e conhecimento ao velho Vittore Carpaccio.

A Receita do Carpaccio – Original do Harry´s voce encontra clicando AQUI "

Estou louca para voltar a Veneza e conhecer o Harry's Bar!

quinta-feira, 15 de março de 2012

De onde vêm as nozes

E por falar da Locanda delle Noci, esse nome se deve às muitas nozes que são produzidas lá, além de vários outros frutos deliciosos.

As nozes como as conhecemos, contidas num invólucro duro, são o caroço de um fruto de casca verde.




Quando esse fruto amadurece e racha, caem ao solo os tais invólucros duros que conhecemos.

Esses frutos são produzidos por árvores altas e frondosas, chamadas.... nogueiras. (!!!) Sacou?  Nozes... nogueiras.

 

Hohoho. É isso aí. As nozes não nascem nos supermercados!!! :-)