sábado, 14 de maio de 2011

Lugar Certo II

Como eu já havia dito antes, viajar é muito bom, mas é excelente quando se está num determinado lugar no momento certo. 
                                                    Cannes, maio/2008

                                                        Cannes, maio/2008 

Ah!! Maio, definitivamente é o tempo de Cannes, em razão do festival de cinema.

                                                         Cannes, maio/2008 



quinta-feira, 12 de maio de 2011

Contos dos Cantos do Mundo - I

RELÓGIO DE PRAGA

Construído em 1410, o relógio é, há muito, um importante símbolo de Praga. Segundo a lenda, quando o mecanismo foi remodelado no final do século XV, os membros do Conselho Municipal cegaram o seu artista, Mestre Hanus, para que não pudesse repetir sua obra tão perfeita em outro lugar. Em retribuição, Hanus atirou-se dentro do mecanismo do relógio, tendo morte instantânea. O relógio ficou sem funcionar por quase um século depois disto.

Não é possível determinar as horas pelo Relógio Astronômico; para tanto, é preciso subir ao alto da torre da Antiga Prefeitura. Este relógio astronômico, com todos os seus ponteiros e marcadores, tem a finalidade de indicar as fases da lua, os equinócios, as estações do ano e o dia, além de inúmeros feriados da cristandade.




Quando o relógio soa, dando a hora, os assistentes são brindados com uma espécie de encenação moralista dos tempos medievais. Duas portinholas de relógio-cuco se abrem e as estátuas dos 12 apóstolos passam levemente, enquanto o que era entendido como os “males” da vida – o esqueleto da morte, a vaidade como formosura, um turco corrupto e um judeu ganancioso – dançam e se sacodem embaixo. No final da segunda Guerra Mundial, os chifres e a barba foram removidos da figura do judeu portando um saco de dinheiro, hoje polidamente denominada “Ganância”.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Aconchego

Essa é a Julia Childs. A verdadeira, não a Meryl Streep do filme Julie and Julia.

                                                        * A foto da Life eu peguei no Chucrute com Salsicha

Dá uma vontade danada de me infurnar na sua cozinha e esquecer da vida...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Run Forrest, run!!

Dos tesouros recolhidos que trazemos na bagagem, valiosas são aquelas lembranças gastronômicas, olfativas e até musicais que recolhemos ao longo da estrada. Seu valor aumenta ainda mais se são pequenas descobertas fortuitas, das quais nunca tinha ouvido falar.



A primeira vez que me deparei com o Bubba Gump eu estava em New Orleans. O aroma do alho que vinha da sua cozinha, às margens do Rio Mississipi, na hora do almoço... não deixou espaço para outra opção.

Fisgada pela fome e pelo apelo olfativo, fui reparando nos detalhes da decoração. Tudo me parecia um pouco familiar até que reparei na plaquinha encima da mesa, para sinalizar aos garçons se você quer ser servido: "Run Forrest, run!". A ficha então caiu que era um restaurante temático do filme Forrest Gump.



No filme, quando Forrest está nas trincheiras da Guerra do Vietnã, ele faz amizade com Bubba. Os dois sonham com o fim da guerra e fazem planos de comprar um barco pesqueiro de camarão para abrir um restaurante...

Na decoração do restaurante há vários objetos e frases dos filme, o que significa diversão para os admiradores da estória, mas o ponto alto da experiência fica a cargo dos camarões, que podem ser degustados de inúmeras maneiras e formas de preparo: desde os mais óbvios, como o alho e óleo e molho para massas, até o empanado com lascas de coco!

Foi servidão desde a primeira dentada e certeza de uma nova parada nos Bubba Gump de São Francisco e Los Angeles. Ainda tem muitos pratos a serem experimentados para que eu não ceda à tentação de entrar em todo Bubba Gump que eu passar pela frente...



sábado, 30 de abril de 2011

Alternativa

 Toda cidade tem que ter um cinema alternativo: aquele que passa filmes além dos que são exibidos no circuito comercial. Graças a estes espaços, podemos ver filmes a que, em  princípio, não teríamos fácil acesso, nem mesmo em locadoras. Em São Paulo, as opções são mais variadas; em Brasília, tinha o Cine Academia e cheguei a ver uns no Liberty Mall também.

Em Recife, sempre tivemos o cinema da Fundação, mas, de uns tempos pra cá, o Cine Rosa e Silva passou a significar -  pra mim - recomendação de bons filmes.



Foram muitos os filmes memoráveis. Todos significaram momentos de muita sensibilidade e emoção.



O último que eu vi foi Incendies. Foi candidato a melhor filme estrangeiro e agora se tornou integrante da minha lista de filmes mais emocionantes ever seen...

O propósito desse post não é falar proprimente dos filmes, mas declarar a minha profunda admiração por alguém que eu não sei quem é: o curador do cinema de arte do Cine Rosa e Silva. Vida longa no cargo!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Viagem

Porque o insólito acontece quando finalmente decidimos tomar as rédeas nas mãos; porque a centelha só fica visível quando finalmente botamos a cara pra fora pra tomar um vento; porque o depois só acontece quando o antes vem primeiro (hahahah!!!); porque tudo isso só tem graça por poder ser compartilhado (ainda que com poucos... muito poucos).



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