O Trip Advisor fez um ranking das dez mais sensacionais vistas de quartos de hotel. Essas foram as dez vencedoras:
10º lugar - Murren, Alpes Suiços
9º lugar - Western Cape, África do Sul
8º lugar - Niagara Falls, EUA
7º lugar - Arenal Volcano National Park, Costa Rica
6º lugar - Tokyo, Japão
5º lugar - Yulara, Australia
4º lugar - Rapallo, Riviera Italiana
3º lugar - Paris, França
2º lugar - Sedona - Arizona, EUA
1º lugar - Bora Bora, Polinesia Francesa
Well, todas as listas de "Top n about" são muito pessoais, mas, de fato, as vistas são incríveis.
Eu tenho minha própria vista da cama sensacional...
Torre del Greco - Costa Amalfitana, Itália
...Nada mal, hein?
Mineira de nascimento, com residência em Recife - PE. Batendo Perna não é um blog somente sobre viagens, mas um espaço para falar de coisas lúdicas que inevitavelmente estão ligadas às nossas andanças por aí...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Deliciosa Indecência
O incauto leitor poderia se perguntar o motivo da graça (com o perdão do trocadilho :-)...
É que é bela. É muito bela! As acácias florem em dezembro e já vamos pelo meio de fevereiro e os seus cachos continuam vívidos e pomposos.
Tamanho esplendor, numa ocasião em que já não se esperava tanto dela, faz-me achar que ela é mesmo exibida, chiliquenta, indecente!!
(...)
De tanto me impressionar com a bela acácia, decidi registrá-la. Vários dias se passaram sem que eu tivesse a oportunidade de lá ter com a máquina. Hoje, encontrei o momento perfeito...
... talvez alguém da Prefeitura tenha se inspirado nas acácias pra escolher a cor do uniforme dos garis!!!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Almas rebobinadas
Espantados com a engenhoca, os ignorantes (da tecnologia) argumentavam que as máquinas fotográficas podiam aprisionar a alma das pessoas.
Afastados os excessos de crendices e temores, vejo um fundo de verdade na crença que me faz pensar num ‘condicionamento’. Ainda que almas não possam ser aprisionadas na imagem, os momentos são de tal forma capturados pelas imagens oticamente solidificadas, que as almas são a eles (os momentos) rebobinadas, mediante um simples vislumbre.
Nenhuma explicação – longa ou até completa – pode dizer sobre um momento como algumas fotos o fazem.
* Foto da Adriana.
* Foto da Adriana.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Dica de quem entende - I
Essa eu lí no 'Blog da Dri'. Pode parecer meio óbvio, mas é incrível a frequência com que isso acontece.
"Não procure um lugar no outro
Ricardo Freire
Um dos erros mais comuns em viagem é a gente ir para um lugar novo, mas procurando o conhecido. Ninguém está livre de passar por isso. Eu mesmo relatei há pouco como só fui entender Santiago depois que parei de procurar por lá as coisas de que gosto em Buenos Aires.
O Brasil, o mundo e a nossa curiosidade são grandes, então é natural querer sempre viajar para um lugar diferente. O jeito mais eficaz de não cair na síndrome do procurar-um-lugar-no-outro é não viajar a um lugar só porque você “não conhece ainda”. Vá a esse lugar porque você quer ver/experimentar tal, tal e tal coisas — de preferência, coisas que só existam naquele lugar. Quando você vai a um lugar novo só para aumentar o número dos lugares onde você já foi, o risco de decepção aumenta.
Isso é ainda mais comum nas viagens que não são propriamente “turísticas”, mas de descanso e recarregamento de baterias. Muita gente se dá muito bem com uma praia, um hotel, um resort — mas em vez de voltar e aproveitar de novo o que já foi testado e aprovado, não: encasqueta que precisa sempre ir a uma praia, um hotel ou um resort diferente. E então se arrepende porque não encontrou aquilo que havia no outro lugar.
Quantas vezes me perguntam aqui: ah, mas será que a piscina/animação/comida/praia do resort xis vão ser tão boas quanto as do resort ípsilon, de que gostamos muito? E eu sempre respondo: não há lei que obrigue ninguém a tirar férias cada vez num resort/hotel/praia diferente. Se você gosta muito de um lugar, experimente repetir. Hóspedes freqüentes são mais bem tratados — é fato.
E se você quiser mesmo trocar de lugar, siga a dica lá de cima: escolha não porque você “ainda não conhece”, mas porque você ficou muito interessado nessa, naquela e naquela outra coisa que parece haver lá (e não no lugar aonde você já foi)."
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
O novo, num novo ano
Lá se foi 2010 e começa um novo ano, que - parece-me - será auspicioso. Sinto que será melhor que o anterior. Comecei o ano experimentando uma novidade deliciosa.
Estava eu em São Vicente de Minas - MG e fui apresentada ao novo queijo Camenbleau. Ele é descrito como um "queijo de mofo branco e mofo azul, juntos (...) mistura do mofo branco com o blue dinamarquês". É uma mistura do Camenbert com o Rockefort ou Gorgonzola...
Duas coisas boas misturadas não necessariamente produzem uma mistura gostosa, mas, nesse caso, concordo que a ousadia fez nascer uns dos melhores queijos nacionais - uma “Obra Prima da Gastronomia”.
Sim! Faltou dizer que construíram um pórtico na entrada da cidade, onde se lê "São Vicente de Minas - terra dos queijos finos". Por essa e por outras, acho que estão fazendo por merecer...
Estava eu em São Vicente de Minas - MG e fui apresentada ao novo queijo Camenbleau. Ele é descrito como um "queijo de mofo branco e mofo azul, juntos (...) mistura do mofo branco com o blue dinamarquês". É uma mistura do Camenbert com o Rockefort ou Gorgonzola...
Duas coisas boas misturadas não necessariamente produzem uma mistura gostosa, mas, nesse caso, concordo que a ousadia fez nascer uns dos melhores queijos nacionais - uma “Obra Prima da Gastronomia”.
Sim! Faltou dizer que construíram um pórtico na entrada da cidade, onde se lê "São Vicente de Minas - terra dos queijos finos". Por essa e por outras, acho que estão fazendo por merecer...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Curiosidades a respeito dos vinhos - II
Carmenère
Essa eu já tinha ouvido quando visitava a ´Vinícola Concha Y Toro...
"Na encruzilhada de tempo entre os séculos 19 e 20, a praga filoxera devastava sem compaixão os vinhedos da Europa. Entre as cepas sobreviventes, já não se tinha mais a carmenère na lista. Era certa a extinção da uva. Sentença tida como verdade irreversível até meados dos anos 70. Nessa época, após testes motivados para investigar a tipicidade única dos vinhos supostamente feitos com Merlot no Chile, exames de DNA foram aplicados às videiras.
Essa eu já tinha ouvido quando visitava a ´Vinícola Concha Y Toro...
"Na encruzilhada de tempo entre os séculos 19 e 20, a praga filoxera devastava sem compaixão os vinhedos da Europa. Entre as cepas sobreviventes, já não se tinha mais a carmenère na lista. Era certa a extinção da uva. Sentença tida como verdade irreversível até meados dos anos 70. Nessa época, após testes motivados para investigar a tipicidade única dos vinhos supostamente feitos com Merlot no Chile, exames de DNA foram aplicados às videiras.
Ao francês Jean-Michel Boursiquot coube a descoberta: o que se tomava (literalmente) como merlot no Chile era, na verdade, a Carmenère. Uma ressurreição logo celebrada em taças mundo afora. Apesar de mudas já terem sido exportadas e a França hoje vinifique timidamente a varietal, o Chile é o único país do mundo com direito legal de ostentar a inscrição carmenère nos rótulos.
O que se deu? Se tecnologia e chuva desta vez não ajudaram, a natureza cuidou de fazer a sua parte. Com a Cordilheira dos Andes de um lado, o Oceano Pacífico no outro, o Deserto de Atacama ao norte e os glaciais ao sul, o Chile tem (se não a maior) uma das maiores proteções fungicidas e bacteriológicas naturais do mundo. A filoxera deu com a cara na porta – ou melhor, na cordilheira. Nunca chegou a encostar numa única videira. A carmenère havia chegado ao Chile no final do século 19, junto às outras cepas européias que deram origem à vinificação no país. E, por mais de setenta anos, permaneceu oculta. Hoje está mais do que evidente. Sobretudo dos vales do Rapel e do Maule, duas destacadas regiões de produção nacional.” (Revista Engenho de Gastronomia nº 12, jun/jul 2006)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Curiosidades a respeito dos vinhos - I
Bordeaux
"Os vinhos franceses de Bordeaux são admirados e desejados em todo o mundo por sua elegância e sofisticação. A região também é conhecida pela beleza de suas propriedades, com suntuosos palacetes entre vinhedos cuidadosamente cultivados. Boa parte desses locais está às margens do estuário de Gironde, formado pela junção dos rios Dordogne e Garonne. Na margem direita estão as regiões de Pauillac, Margaux, St. Julién e St. Etèphe. E, na esquerda, Saint-Émilion e Pomerol, aclamadas áreas de cultivo da delicada e feminina uva merlot.
Saint-Émilion é uma charmosa cidade medieval da França onde nascem alguns dos mais cobiçados tintos do mundo. Mas uma vinícola ali se destaca também por sua inusitada história: a Domaine de Saint Martin (hoje Chateau Canon), adquirida em 1760 por Jacques Kanon, um famoso pirata francês que usou fundos de saques a navios ingleses no reinado de Luiz XV para comprar as terras.
Depois de construir no local uma elegante moradia, Kanon a cercou por videiras, e somente de videiras - uma prática de agricultura pouco usual na época. Isso foi uma revolução que ajudou a revelar o imenso potencial do local para a produção de vinhos sutis e delicados de grande qualidade.
Mais tarde, a vinícola foi comprada pelo bordalês Raymond Fontémoing e, em 1919, pela família Fournier, que a vendeu para o grupo Chanel em 1996. Desde então, a Canon vem passando por um processo de modenização, mas sem perder as origens - suas galerias subterrâneas, formadas por pedras usadas nas construções de Saint-Émilion, por exemplo, hoje são usadas para acolher as barricas de carvalho e as garrafas de vinhos." (Arthur Azevedo, in TAM nas Nuvens nº 35, Novembro/2010)
PS - O Clos Canon foi escolhido para ser servido a bordo da Primeira Classe da TAM em 2011.
"Os vinhos franceses de Bordeaux são admirados e desejados em todo o mundo por sua elegância e sofisticação. A região também é conhecida pela beleza de suas propriedades, com suntuosos palacetes entre vinhedos cuidadosamente cultivados. Boa parte desses locais está às margens do estuário de Gironde, formado pela junção dos rios Dordogne e Garonne. Na margem direita estão as regiões de Pauillac, Margaux, St. Julién e St. Etèphe. E, na esquerda, Saint-Émilion e Pomerol, aclamadas áreas de cultivo da delicada e feminina uva merlot.
Saint-Émilion é uma charmosa cidade medieval da França onde nascem alguns dos mais cobiçados tintos do mundo. Mas uma vinícola ali se destaca também por sua inusitada história: a Domaine de Saint Martin (hoje Chateau Canon), adquirida em 1760 por Jacques Kanon, um famoso pirata francês que usou fundos de saques a navios ingleses no reinado de Luiz XV para comprar as terras.
Depois de construir no local uma elegante moradia, Kanon a cercou por videiras, e somente de videiras - uma prática de agricultura pouco usual na época. Isso foi uma revolução que ajudou a revelar o imenso potencial do local para a produção de vinhos sutis e delicados de grande qualidade.
Mais tarde, a vinícola foi comprada pelo bordalês Raymond Fontémoing e, em 1919, pela família Fournier, que a vendeu para o grupo Chanel em 1996. Desde então, a Canon vem passando por um processo de modenização, mas sem perder as origens - suas galerias subterrâneas, formadas por pedras usadas nas construções de Saint-Émilion, por exemplo, hoje são usadas para acolher as barricas de carvalho e as garrafas de vinhos." (Arthur Azevedo, in TAM nas Nuvens nº 35, Novembro/2010)
PS - O Clos Canon foi escolhido para ser servido a bordo da Primeira Classe da TAM em 2011.
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